Wednesday, December 21, 2005

A go-go

Tá no ar a nova edição da minha coluna no Ice Girl... Entrevista com o CSS com a participação especíalissima do Gonzo e uma foto da Amanda.

Monday, December 19, 2005

velho safado

O independente “Factotum” (EUA/Noruega, 2005) é baseado em contos e poemas do lendário escritor Charles Bukowski, o bêbado profissional mais festejado por rebeldes, com ou sem causa, de sensibilidade artística aguçada. Quem já leu Bukowski vai se identificar de imediato com a atmosfera triste e letárgica da obra de Bent Hamer. O diretor foi feliz em traduzir para o meio audiovisual o clima de ressaca dos livros de Bukowski. “Factotum” não é sobre a fauna que habita o submundo boêmio da noite; é sobre a manhã seguinte. Tem gosto de cabo de guarda chuva na boca, exatamente como a prosa produzida pelo escritor.

Por aqui ainda não tem nem previsão de estréia, só resta o trailer por enquanto.

Friday, December 16, 2005

First impressions of the third

Ainda estou tentando digerir o novo álbum dos Strokes, o First Impressions of the Earth que já tá circulando faz um tempinho na net. Mas uma coisa é certa: tá longe de ser melhor que o Is this It e o Room on Fire...

Friday, December 09, 2005

Horror Fashion


A sétima arte e o império do efêmero sempre caminharam juntos, como qualquer meio de expressão que envolva a estética, um abordando temas a respeito do outro. O mundinho da moda já foi retratado (e batizado) nas películas dezenas de vezes - como em Prêt-á-Porter, Bonequinha de Luxo, Blow up e O diabo veste Prada (em breve) - assim como busca suas referências no cinema.
Foi o que rolou no último desfile da Triton – que visitou o guarda-roupa da Íris, a garota de programa interpretada por Jodie Foster em Taxi Driver. Mas quando se fala dessa relação, logo vem à mente a coleção do inverno 2004 de Alexandre Herchcovitch em que homenageia o Zé do Caixão na linha masculina.
Agora é a vez de José Mojica Marins retribuir o carinho: um episódio do longa-metragem - Transplante Demoníaco- que vai ser lançado no próximo ano, será sobre o mundo da moda. “Horror na Passarela” conta a história de um estilista que após ser traído pelo rival cruel (algo raro nesse meio...rs), conta com a ajuda de uma modelo morta para desfilar (hummm, meio Corpse Bride?!). Segundo alguns boatos, o diretor quer é chamar “Alê” para estrelar como o criador bonzinho. Aceitando ou não, só sei que não vejo a hora para assistir!

Wednesday, December 07, 2005

Picture this...

Fotógrafos de moda muito fodas, do naipe de David Lachapelle...
Vale a pena dar uma olhada. Segue ae os links no melhor estilo do (fora do ar) Ovelha Elétrica :

- o inglês Miles Aldrigde e Guy Bourdin (autor da foto que tá na comunidade "Truque da Moda"). Os três tem um estilão bem parecido, principalmente no quesito produção. Só posso dizer que achei muito bom mesmo.

Monday, December 05, 2005

Rave pra terceira idade

É fim de ano e mais uma edição do Londrina Jazz Festival, o que significa Madame X, que significa sorteios de convite! Como toda boa cidadã da classe média - sim, eu adoro sorteios e brindes- fui lá direto pra seção e preenchi meus dados: nome e e-mail. Uma rotina um tanto velha, afinal, eu sempre tento descolar um convitinho na faixa dos showzinhos de rock. Enfim, digitei o necessário para o provável passaporte “grátis” para o mundo da música, sem nenhuma esperança, já que não era o show mais aguardado da minha vida.

Recebi o e-mail dizendo que o nome dos 40 ganhadores já estavam lá estampados no site. Entrei, sem a menor esperança e quando já estava desistindo... eiiii, perae, meu nome ta ae, pro ultimo dia, Tortured Soul e Tim Adams! Eeee! Noticiei o ocorrido pro Gonzo, que por sua vez foi comprar o ingresso de meia-entrada pra estudante (5 pila).

Chega sábado, rumamos para o Amnésia era quase meia-noite. Estacionei o carro, “5 reals, moça”, tá bom, em troca recebi um papel escrito “5,00” (?!). Sem fila, o antigo camarote do Demo Sul com a luz apagada (mas deu pra ver uns fantasmas voando por ali), cerveja a três pila. O som era meio lounge - ou melhor, música de elevador, daquelas que não se dançam e nem se dormem. Era o DJ Tim, vindo das terras de Neil Young e Celine Dion (sim, todos lugares tem suas pérolas e seus porcos) discotecando aquelas músicas que os “cults” adoram dizer que amam (“cool jazz e hip hop, dub e disco, samba e soul, bossa e house”). Algumas pessoas, no alto de seus trinta e tralálás e artes cênicas students, dançando animadamente. Pareciam que tinham tomado doce... repetia meu mantra “termina logo, termina logo”, isso recém era 1h. A sensação era a mesma que fazer sexo sem tesão, você estava lá por estar, solamiente, mas sem nenhum prazer. Cadê o jazz de Ella Fitzgerald!? O gonzo disse que jazz de branco não é bom, mas pra mim não é uma questão cromática, e sim de qualidade! Ficamos olhando um pro outro, repetindo o mantra entre um gole e outro de cerveja.

Em seguida, entra a estrela da noite. “We are the Tortured Soul from New York”, sussurrou o baterista estranho composto por mais um baixista e um tecladista. “Agora acho que vai melhorar”, pensei com os meus botões. Uma batida mais gostosa, um leve movimento do quadril. O batera vocalista começou a cantar, bem, parecia Eagle Eye Cherry e coisa do gênero. Olhei ao meu redor, as pessoas estavam curtindo, os únicos insensíveis éramos eu e o Gonzo. Nos entreolhamos, e falamos ao mesmo tempo:”vamos embora daqui a pouco?”, sim, porque é chato sair bem na hora da janta, mesmo quando a comida está horrível. Aos poucos, dávamos passos em direção à porta, dando algumas disfarçadas pra ver se ninguém notava e sentamos um pouco nos sofás da que um dia foi uma área VIP. A banda agradeceu ao público, saiu e voltou logo depois para o previsível bis. Levantamos e fomos embora. Não adianta, não curto rave pra terceira idade....

Thursday, December 01, 2005

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